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pessoas agradáveis tendem a falir
Fonte: Pexels

Ao sair com os amigos, você sempre que possível dá um jeito de arcar com a conta da galera? Não consegue falar não, mesmo que necessite, quando te pedem dinheiro emprestado? “Amigos, amigos, negócios à parte”, não é uma frase que te representa?

Já parou para pensar que a sua personalidade pode custar o seu sucesso financeiro? Esta é uma das conclusões retiradas do estudo feito por Sandra C. Matz e Joe J. Gladstone, integrantes da Columbia Business School e Universidade da Califórnia respectivamente.

O estudo que recebeu o nome de “Caras bonzinhos terminam por último: Quando e por que a amabilidade está associada à dificuldade econômica”, chegou à conclusão de que pessoas agradáveis tendem a falir.

Então, pega o lencinho e senta aí que vamos te contar o porquê a sua personalidade amável pode ter gerado uma série de dificuldades financeiras ao longo de sua vida. Vem com a gente!

O objetivo do estudo

A ideia dos testes de Matz e Gladstone era compreender se possuir uma personalidade agradável poderia se relacionar de alguma forma com resultados financeiros desastrosos.

Até então, outros estudos na área haviam revelado que ser agradável estava intimamente ligado à baixa renda. 

Os pesquisadores então encontraram uma provocação: seria possível fazer essa associação entre agradabilidade com outros indicadores financeiros? Se sim, por que os bonzinhos teriam mais chances de quebrar?

A coleta dos dados de 3 milhões de participantes foi feita a partir de diversos métodos como: pesquisa nacional, fatores geográficos e dados de conta bancária. 

A investigação então tinha por objetivo encontrar o motivo que levava as pessoas agradáveis a maior propensão de dificuldades financeiras. Sendo assim, seria as transações cooperativas que faziam ou a baixa importância que atribuíam ao dinheiro?

Afinal, por que pessoas agradáveis tendem a falir?

A análise ostensiva dos dados gerou a descoberta de que ser agradável estava ligado aos indicadores financeiros que correspondiam a dificuldades econômicas, tais como:

  • Baixa poupança;
  • Maior possibilidade de endividamento;
  • Altas taxas de inadimplência.

E o motivo por trás disso? Pessoas agradáveis parecem não dar muita importância ao dinheiro, logo, tendem a administrá-lo mal. Outra conclusão interessante feita é que nem todas as pessoas agradáveis estão propensas a ficarem lisas, afinal, a renda era substancial no estado de falência.

Ora, a conclusão é até lógica, indivíduos de baixa renda não possuem meios de arcar com os riscos, perdas e prejuízos de suas amabilidades. Afinal, quem não seria capaz de ficar na pindaíba, se mesmo sem um tostão no bolso, não conseguisse dizer não para o tio do pavê ao pedir aquele empréstimo financeiro?

O pior é que este comportamento associado a um traço de personalidade foi identificado na infância dos entrevistados, uma vez que muitos deles foram acompanhados no decorrer de seus 25 anos de vida.

Aliás, a fim de comprovar a associação, os estudiosos compararam duas cidades do Reino Unido em que as rendas per capita eram parecidas. O resultado? A cidade em que os indivíduos se mostraram mais agradáveis apresentou um índice de 50% a mais de pessoas quebradas financeiramente.

Como dizer não, sem parecer rude

pessoas agradáveis tendem a falir
Fonte: Pexels

Se pessoas agradáveis tendem a falir, será que o único modo de evitar as dificuldades financeiras é sendo grosseiro? Achamos que as coisas não estão bem por aí. Aliás, quem é afável tende a passar por altos e baixos financeiros devido à dificuldade de dizer não.

É certo que é preciso ter limites. Mas, assim como há várias formas de tomar Neston, também há várias formas de dizer não para o empréstimo entre amigos, sem ofender quem você gosta. Que tal aprender como dispensar vários “nãos” sem perder os amigos?!

Se você percebeu que aquele amigo ou familiar que sempre lembra de você somente para pedir dinheiro emprestado, ressurgiu das cinzas depois de dias em suspenso e quis marcar um encontro, olha, dificilmente será para matar a saudade.

Uma dica é dizer para a fênix endividada que você já tem um compromisso agendado ou que está muito ocupado com as turbulências do dia a dia.

Agora, se te pegarem de supetão no presencial e te pedirem uma grana emprestada, aí a melhor saída, ao invés de mandar aquele não na lata, é dizer: “vou checar a minha conta e depois te retorno”. Sem dia, horário e lugar – não marque nada, espere que a outra parte venha até você.

Quando a procura acontecer, você provavelmente terá checado a sua realidade financeira e, se tiver o dinheiro e puder emprestá-lo, o faça. Do contrário, a melhor opção é agir com sinceridade e dizer: “desculpa, eu não tenho dinheiro”.

Conclusão

É, parece que nesta vida os bonzinhos nem sempre tem vez. E quando o assunto é finanças quem é frio e calculista tem mais possibilidades de enriquecer enquanto pessoas agradáveis tendem a falir.

Mas, se você é do tipo amável, não fique triste, treine na frente do espelho os nossos “nãos” que é sucesso. Vale lembrar que muitas vezes impor limites é a única forma que você possui de assegurar a sua saúde financeira, por mais doloroso que isso te soe.