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ETF de bitcoin
Fonte: freepik

Nota-se que as criptomoedas já contam com popularidade crescente entre os investidores. No entanto, com a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do primeiro ETF de bitcoin da B3, a bolsa de valores brasileira, esse cenário pode ter um estímulo ainda maior.

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A solicitação originou-se da QR Asset Management, que gerencia os recursos da empresa QR Capital. O impacto pode ser maior do que se estima, em especial, para pequenos investidores e/ou para aproveitar maiores facilidades para o investimento em bitcoin. Confira a seguir sobre a decisão e sua influência para o mercado.

O que é ETF?

Antes de abordar esse tema, é interessante saber do que se trata o ETF, que também recebe o nome de fundo índice. De uma forma simples, é um fundo no meio de investimentos que corresponde a um índice presente na bolsa de valores, por exemplo, o índice Bovespa.

Além disso, é constituído por diversos ativos financeiros e conta com a administração por parte de uma gestora da área. É um investimento coletivo, o que significa que para o investimento no fundo, cada indivíduo pode adquirir sua cota de participação. 

Naturalmente, em relação a quantia, é algo que tem divergência de acordo com cada um dos produtos. É algo que cabe uma análise cautelosa por parte dos investidores que têm interesse, assim como as demais características de cada aplicação.

Por causa dos aspectos anteriores, é muito comum que se refiram ao ETF como fundo espelho. Afinal, basta notar que a sua construção tem direcionamento de um modo que consiga reproduzir determinado índice. No exemplo citado acima em relação ao Ibovespa, precisa contar não apenas com as mesmas ações, como também com proporções semelhantes.

Naturalmente, existem vantagens e desvantagens nessa opção. Uma questão muito positiva é a possibilidade de diversificar os riscos, sendo que isso fica mais nítido principalmente quando se trata de ações. Outro fator responsável por grande atração, é que as taxas de administração para esse tipo de investimento normalmente são menores do que nos fundos.

Isso ocorre porque se trata de um investimento que apresenta a gestão passiva, o que significa que só apresenta a mudança quando o índice de referência também sofre alguma alteração.

Entenda sobre o ETF de Bitcoin

Agora que você já entendeu do que se trata o conceito, a aprovação do primeiro ETF de Bitcoin para a B3 pode ter uma compreensão mais clara. Vale citar que além de ser uma novidade na bolsa do Brasil, também é um ato pioneiro. Isso porque esse ETF é o primeiro na América Latina com ligação a essa criptomoeda.

Ainda mais para se ter ideia da importância dessa movimentação, quando se fala dos integrantes do G20, que são as 20 maiores economias do planeta, esse ETF representa o quarto presente, sendo que os 3 restantes pertencem ao Canadá.

Conforme citado, a requisição partiu da QR Asset Management, responsável pelo gerenciamento dos recursos da empresa QR Capital. A partir da aprovação, o diretor executivo e fundador, Fernando Carvalho, poderá iniciar a captação de oferta primária e estima a movimentação de R$500 milhões.

Em sua declaração ao Valor Investe, Carvalho também revela que enxerga que a praticidade do acesso aos bitcoins a partir do ETF poderá estimular a popularização da criptomoeda no país.

O mais vantajoso neste cenário é que as pessoas interessadas poderão investir a partir do código QBTC11 com facilidade nas corretoras. Existem grandes chances de que as operações para negociar tenham liberação até o fim deste primeiro semestre do ano.

Enquanto o Canadá e o Brasil já contam com esses investimentos, a avaliação de pedidos de gestoras continua em curso nos Estados Unidos após a recusa de vários por parte do órgão Securities and Exchange Comission (SEC), que é o equivalente a CVM no país. No entanto, a estimativa é que não esteja longe para que o ETF de bitcoin também seja uma realidade no país.

ETF de bitcoin
Fonte: pexels

A diferença dos ETFs com fundos regulares

Vale observar que a emissão no caso do ETF é contínua, enquanto os produtos tradicionais referentes às criptomoedas estão restritos às emissões primárias ou secundárias. Além disso, essa alternativa traz também um modelo de negociação que pode ser mais atrativo para o investidor, como se a aquisição fosse de ações. Isso porque se tratam de cestas de ativos. Ainda mais, de acordo com o que foi visto no tópico sobre o que é ETF, deve-se considerar que os custos normalmente são inferiores.

Há necessidade também de considerar a demanda crescente por investimentos nessa criptomoeda, o que se alinha à declaração de Carvalho, onde indica que os investidores poderão contar com a replicação da média de valor do Bitcoin das corretoras de maior destaque.

Sendo assim, se pode observar que essa novidade no meio dos investimentos conta com um grande potencial para que um maior público aposte nas criptomoedas com praticidade. Além disso, é algo que estimula a competitividade no mercado.