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13952 Projeções para inflação para 2022 tudo o que você precisa saber
Fonte: Pexels

Presente na vida de todos os brasileiros, a inflação corrói o valor do real e até mesmo muitos de nossos investimentos ao longo do tempo. 

Considerando o quadro de volatilidade econômica e o fantasma inflacionário à solta, compreender a economia de nosso país é sempre importante. Não só para planejamento estratégico de investimentos mais seguros, mas também para entendermos como o aumento dos preços pode afetar diretamente o nosso custo de vida.

Seja qual for o seu caso, seja bem-vindo ao post de hoje em que te traremos maiores explicações e projeções para a inflação de 2022. Bora lá!

Entenda o que é inflação de uma vez por todas

A primeira pergunta que devemos trazer antes de qualquer coisa é: você sabe o que é inflação? 

Se não a conhece em teoria, certamente a conhece na prática. Aliás, quem viveu em um contexto que antecede o plano real tem maior experiência (mesmo que infeliz) sobre o IPCA e dele algumas sequelas.

A maior causa da inflação diz respeito à queda do poder de compra de uma moeda nacional em vigência. Nesse sentido, se o dinheiro passa a valer cada vez menos, a consequência é o aumento dos preços dos produtos e serviços.

Mas, você deve estar se perguntando, por que uma moeda perderia o seu valor? Há muitas respostas para essa pergunta, mas uma delas tem maior destaque. 

A principal causa da inflação é o aumento da quantidade de dinheiro em circulação, lembrando sempre que o monopólio para emissão de moedas é do Governo e não dos comerciantes.

Sendo assim, pensemos no aumento expressivo da oferta de uma commodity. Desta forma, um novo preço de equilíbrio surge diante da maior quantidade deste bem. A mesma lógica também se aplica ao dinheiro.

Quando temos uma maior oferta monetária, ou seja, quando o dinheiro é injetado em maior quantidade na economia, ele começa a perder o seu valor. Em outras palavras, o seu poder de compra irá diminuir. E sua compensação, seguindo a lei de oferta e da demanda, se daria a partir do aumento da demanda pela moeda.

Por essas vias, poderíamos definir a inflação como a perda contínua do poder de compra de uma moeda ou, se preferir, o aumento contínuo e generalizado dos preços.

Uma espiada na situação atual da inflação no cenário nacional

Segundo dados sobre o IPCA acumulado nos últimos 12 meses, o índice encontra-se em 10,74%, chegando aos temíveis 2 dígitos.

É fato que o cenário da COVID-19 acabou por contribuir pelas instabilidades no cenário econômico não só brasileiro, como global. Afinal, o CPI EUA chegou a 5,4% nos últimos meses, valor este mais alto desde 2008.

É fato que o valor assombroso de nossa inflação ao compará-la com a taxa apresentada pelos EUA se deve à desvalorização do real ao lado do fórceps da moeda americana. No entanto, uma coisa é certa, a flutuação da inflação tem impulsionado oscilações nos preços e serviços que adquirimos.

Além disso, corroborando para o aumento da inflação no Brasil, estamos presenciando quedas abruptas nas taxas de juros. Ora, se em 2021 a taxa Selic, que estava em 2% no começo do ano de 2021, agora se mostra em 9,25%, conforme o gráfico a seguir:

13952 Projeções para inflação para 2022 tudo o que você precisa saber
Fonte: Banco Central

Dito isso, ainda devemos considerar o aumento expressivo dos produtos de gêneros alimentícios nos últimos tempos. Isto se deve a alta demanda externa em comparação a baixa oferta, impulsionada pelos vários lockdown preventivos que presenciamos.

Assim, todas as commodities passíveis de importação passam a se valorizar e a exportação é mais bem quista do que a comercialização interna. A não ser que os preços no mercado nacional sejam mais elevados.

Aliás, grande parte dos setores econômicos estão sofrendo com a escassez de insumos, posto a dificuldade da produção nos períodos de lockdowns. Desta forma, o próprio agronegócio vem ruindo com a falta de fertilizantes, o principal insumo do setor agrícola.

Assim, as commodities agrícolas, como os grãos, estão bem mais caras, o que pode trazer grandes impactos econômicos, sobretudo nas projeções para inflação para 2022.

Previsões e projeções para inflação para 2022

Segundo o Boletim Focus, as projeções para a inflação para 2022 são de 5,03%, acima do teto correspondente a 5%. Enquanto isso, espera-se também que a taxa Selic mantenha os 11,5% anual.

As projeções de baixo crescimento econômico estão diretamente ligadas ao cenário atual. Lembremos o que falávamos há pouco sobre a produção de grãos. Dada a falta de fertilizantes, muitos agricultores precisarão importar o insumo abrindo mais os bolsos. 

No entanto, o abate do custo certamente passa a ser feito pelo consumidor final. Aliás, quem poderia dizer que o aumento do preço dos grãos não impactaria no preço das proteínas, visto que a ração mais cara torna a carne bovina mais cara?

A escassez de fertilizantes poderia culminar na diminuição da produção agrícola e ainda no desabastecimento no Brasil em 2022. Em outras palavras, no aumento dos preços dos alimentos e até mesmo na falta comida na mesa de muitos brasileiros, sobretudo, da população mais pobre.

No limite, a possibilidade da alta inflacionária e, consequentemente, o aumento dos preços dos produtos pode levar a revoltas populares. Onde a fome não pode esperar, a possibilidade de protestos em ano eleitoral é iminente. 

Por fim, vale dizer que a prospecção de uma inflação ainda alta em 2022, devido à movimentação de preço de oferta e demanda, concorre ainda para o aumento da oferta monetária que espera logo à esquina em prol do custeio do Auxílio Brasil

E como você aprendeu até aqui, o aumento da oferta monetária tem por consequência a subida de preços.

Conclusão

Em uma visão esperançosa, cabe-nos, portanto, a espera pela normalização das cadeias de suprimento e, consequentemente, a redução de preços. 

No entanto, seja na possibilidade de manutenção inflacionária, subida da inflação ou a sua queda, tudo o que podemos fazer é nos preparar frente ao pior, com planejamentos financeiros mais realistas e contundentes diante dos cenários possíveis.

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