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interesse por educação financeira
Fonte: freepik

Sem dúvidas, para que o interesse por educação financeira seja despertado na vida de alguém, há diversos motivos. Quando se fala em algo coletivo, mais precisamente, na população brasileira, embora os indicadores ainda sejam baixos neste âmbito, recentemente se notou o crescimento de 41% nas pesquisas sobre o tema.

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Se obteve essa conclusão por meio de uma pesquisa feita em outubro de 2020, pelo Instituto Locomotiva. A solicitação se originou da XPeed, que faz parte do grupo XP Inc. como parte educacional.

Ao longo dos tópicos a seguir, veja mais dados sobre o estudo, mitos sobre o tema, entre outros aspectos que reforçam a importância do interesse pela educação no setor de finanças.

Entenda mais sobre os resultados da pesquisa

Antes de mostrar os dados obtidos na pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva, é crucial abordar o estado da educação financeira no Brasil. Em outra pesquisa, no caso, feita pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em uma lista de 30 países, o Brasil ocupou a 27ª posição.

De fato, há um longo caminho a ser traçado para que o cenário mude. No entanto, pesquisas mostram mudanças de comportamento e, de fato, maior disposição das pessoas perante o tema.

Inclusive, a DSOP Educação Financeira, que é uma das pioneiras no assunto atendendo pessoas físicas, jurídicas e escolas, também tem números positivos para o contexto.

A empresa aponta o aumento do interesse de 50% por produtos e serviços como de capacitações. Esse é mais um dado que indica uma tomada maior de consciência sobre o tema ou de pretensão.

Já no caso da pesquisa do Instituto Locomotiva, foi feita em meio a pandemia do covid-19. Sendo assim, se trata de um cenário econômico difícil e com grande potencial de impacto nas respostas.

Afinal, por causa dos vários traços do cenário, como o isolamento social como medida preventiva, o orçamento das pessoas sofreu grande influência.

Portanto, é um cenário propício para maiores preocupações financeiras. Isso se nota com 47% dos participantes da pesquisa, que apontam que esse cenário tem relação com o aumento de planos financeiros. Em outras palavras, essas pessoas passaram a pensar mais no futuro.

Além da observação do aumento de interesse por educação financeira de 41%, também foi observado que 51% dos entrevistados indicaram insatisfação com as condições atuais nas finanças.

Houve também o alcance de dados que mostram que nos últimos 12 meses em relação a novembro de 2020, sete em cada dez pessoas contatadas tiveram a experiência de lidar com a falta de dinheiro.

A educação financeira é importante para todas as idades

Além da abordagem feita sobre o crescimento da atenção na educação financeira por parte dos brasileiros, uma reflexão do papel desse conhecimento para várias faixas etárias é crucial.

Afinal, há chances de alcançar uma maior qualidade de vida por meio da aplicação correta de ensinamentos. Nesse cenário, é comum que os fatores abaixo sejam trabalhados:

  • Reunião de dados.
  • Organização;
  • Análise;
  • Planejamento.

Portanto, vai além dá noção de conceitos diversos. Como consequência, a relação das pessoas com a educação financeira pode ter início em diferentes pontos da vida, mas sem dúvidas, quanto antes melhor.

Inclusive, nos últimos anos, com destaque para 2019 e 2020, se falou com maior ênfase sobre a aplicação de educação financeira nas escolas. Não necessariamente como uma disciplina a mais, mas como parte de matérias pertinentes ao tópico.

A homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ocorreu em 2018. Se espera que esse tema tenha maior consistência nas escolas nos próximos anos. Além disso, também é válido que entre os familiares exista uma relação saudável com o dinheiro.

Quais são os principais mitos da educação financeira?

interesse por educação financeira

De um modo geral, o interesse por educação financeira é capaz de estabelecer uma relação com o dinheiro. Certamente, esse fator tem impacto em diferentes áreas no dia a dia, o que reforça a necessidade de valorização do tema.

Há diversos mitos neste cenário, porém, existem alguns pontos que merecem destaque devido ao nível de restrição que podem causar nas pessoas, tais como:

A educação financeira é para quem tem muito dinheiro?

Por mais que muitos ainda acreditem nessa questão, se trata de um mito. A educação financeira é um tema amplo, onde se trabalha atitudes, posturas e conceitos variados em relação ao gerenciamento.

Por esse motivo, para que exista o interesse e mudanças em sua vida de acordo com os aprendizados, não é preciso que você seja especialista ou tenha certa disposição financeira.

Quando se trata de investimentos, também vale a pena a quebra desse mito. Há várias opções que oferecem taxas consideráveis e aplicações com valores baixos, como o Tesouro Direto.

Além disso, as pessoas podem começar a partir de diferentes quantias, mesmo que seja aos poucos. Isso porque a hora correta dentro de um padrão não existe, uma vez que cada um tem suas particularidades.

Existe dinheiro rápido e fácil?

É muito comum encontrar “fórmulas” que prometem dinheiro de forma veloz, inclusive no nicho de educação em finanças ao abordar investimentos. No entanto, por mais que exista ansiedade em ter um retorno ágil, é preciso ter muita cautela para não sofrer prejuízos e demais problemas.

O maior interesse por educação financeira contribui com que escolhas melhores e mais estratégicas sejam tomadas no dia a dia. Por isso, é válido ter cuidado para que não ocorra confusão entre a obtenção de noção e o alcance de uma “receita” para dinheiro rápido.

Até quando se fala de investimentos com condições de rentabilidade notáveis, é preciso observar o cenário de modo completo. Um dos principais cuidados que se deve tomar é com o esquema de pirâmide. Inclusive, conforme a lei 1.521/51 é categorizado como um crime contra a economia popular.

Além dos pontos citados, o compartilhamento da educação financeira em meio a sociedade também é importante. Muitas pessoas ainda encontram obstáculos para falar sobre dinheiro dentro e fora das residências.

Por essa razão, muitos apontam este como um tema de cidadania. Afinal, faz grande diferença ter noção sobre esse tipo de assunto em relação ao acesso de serviços e uso estratégico da renda.