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Fonte: Freepik

Depois do anúncio da Petrobrás sobre o aumento de 18,8% do valor da gasolina e de 24% no valor do Diesel, a população brasileira sentiu na pele a alta do preço do petróleo.

Vale dizer ainda que os sinais da desvalorização do real nunca estiveram tão proeminentes. Afinal, os brasileiros já vinham sofrendo com aumentos expressivos na conta de luz e até no valor do gás de cozinha, que alcançou as margens de 16% de aumento.

O triste anúncio da empresa de exploração de Petróleo seguiu da aprovação de uma conta de estabilização dos combustíveis pelo Senado Federal. Sendo assim, no projeto de lei foi previsto um auxílio-gasolina que deverá beneficiar milhões de brasileiros. Confira mais a respeito!

Afinal, por que o preço do petróleo reflete no aumento do combustível?

Em termos simples, após a extração do petróleo de suas reservas, as refinarias tratam quimicamente a matéria-prima a fim da produção de seus derivados.

Asfalto, querosene, GLP, Diesel e gasolina são exemplos disso. Mas não somente! Chicletes, cosméticos, tecidos e até remédios utilizam do petróleo em sua composição. Isso faz com que esta matéria-prima seja uma das commodities mais valiosas do mundo.

É inegável. O petróleo é essencial para a cadeia produtiva global! Imagine quantos aviões não estão neste exato momento circulando devido ao querosene. E a infinidade de caminhões que necessitam do Diesel para se moverem. Quantos milhões de carros circulam agora no mundo movidos à gasolina?

Isso equivale a dizer que qualquer desequilíbrio na oferta e procura de petróleo pode impactar o custo da produção industrial de seus derivados.

E o que determina a disponibilidade desta matéria-prima é a capacidade de extração das petrolíferas e a quantidade de petróleo que as empresas das jazidas de petróleo disponibilizam para a extração.

A gasolina aumentou: entenda o desequilíbrio da oferta e demanda

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Como vimos até aqui, para a gasolina ser produzida é necessário o petróleo. E o que está por trás do aumento da gasolina não é outra coisa a não ser o desequilíbrio da oferta desta commodity.

Antes do mundo entrar na pandemia da COVID-19, o valor do barril de petróleo estava nas margens de US$ 70,00. No entanto, durante a ascensão da pandemia no ano de 2020, o valor apresentou uma queda abaixo de US$ 20,00.

Isso porque muitos trabalhadores passaram a trabalhar home office, sem precisar gastar com o combustível de seus carros.

Ao mesmo passo, as indústrias que utilizam o petróleo na composição de seus produtos reduziram o ritmo de produção e, consequentemente, de aquisição da matéria-prima. Afinal, faltava-lhes demanda.

O preço do petróleo passou a cair e as empresas das jazidas de petróleo começaram a diminuir a extração. Em outras palavras, diminuíram a oferta. Contudo, ao passo da flexibilização das medidas restritivas de isolamento social, muitas economias começaram a se reaquecer.

As pessoas voltaram às compras e, claro, a utilizarem os seus carros para diversos fins. As fábricas, como era de se esperar, voltaram à produção. E para tanto, era preciso da disponibilidade dos derivados petrolíferos.

De fato, a demanda do petróleo aumentou com o reaquecimento das economias. No entanto, a oferta do material não foi e continua não sendo o suficiente para atender esta alta demanda.

E se a oferta é pequena diante de uma grande demanda, o que acontece com o preço? Aumenta! Recentemente, o preço do petróleo Brent ultrapassou os US$ 100, 00. O que vem causando muitas preocupações sobre novos possíveis aumentos da gasolina.

Auxílio-gasolina: a resposta do Governo perante o aumento do combustível

Recentemente, o projeto de lei que propõe regras para a estabilização de preços dos combustíveis foi aprovado no Senado. Na proposta, foi incluída pelo relator uma emenda que institui o auxílio-combustível, conhecido também como auxílio-gasolina. O mesmo foi proposto pelo senador Alessandro Vieira.

Sendo assim, a aprovação do projeto previu um auxílio-gasolina, com foco preferencial nos beneficiários do auxílio-Brasil. A fim de que estes possam custear as despesas com o combustível necessário para a locomoção até os seus respectivos locais de trabalho.

A previsão é de valor do auxílio-gasolina é de R$ 300,00 mensais para os seguintes cidadãos:

  • Motoristas que sejam autônomos;
  • Pilotos de embarcações de pequeno porte;
  • Taxistas;
  • Motociclistas de aplicativos.

Além disso, a proposta intenciona um auxílio de aproximadamente R$ 100,00 para motociclistas, cujo veículo tenha até 125 cilindradas.

Contudo, vale dizer que, independentemente da categoria que se enquadre, para se ter direito ao benefício, o requisito é o rendimento familiar de até 3 salários mínimos. E, para o recebimento do auxílio em questão, é preciso que o trabalhador comprove trabalho e residência no Brasil.

A previsão de teto para o pagamento do benefício é de R$ 3 bilhões. A proposta ainda prevê uma ampliação a um dos três benefícios já em voga, o vale-gás, que contemplará 11 milhões de famílias.

Afinal, quando o auxílio-gasolina entrará em vigor?

Embora a proposta tenha sido aprovada no Senado Federal, é preciso ainda que seja aprovada pela Câmara. Com o aval dos deputados, o projeto em questão só dependerá da sanção do atual Presidente da República.

Entretanto, devemos lembrar que em outubro de 2022 teremos as eleições gerais, o que pode adiar a implementação do auxílio-gasolina para 2023. Considerando a vedação legal da institucionalização de programas sociais em ano eleitoral.

Chegamos ao fim de mais uma publicação. Gostou do post? Então compartilhe nas redes sociais com a galera. Nos vemos na próxima!